República da Melhor Idade

64Quando alguém sofre um assalto ou qualquer outro tipo de violência sentimos uma indignação e uma revolta. Agora pense no caso de um idoso, que dedicou toda sua vida em prol de sua família e da sociedade, mas chegando a velhice, onde suas forças estão fracas e que se encontra na dependência de cuidados especiais, ele se depara com a indiferença e com o preconceito não só da sociedade, mas também de seus familiares.

A cada quatro horas, na capital paulista, a Polícia Civil toma conhecimento de uma queixa de idoso roubado por parente ou conhecido. Os casos de cartão bancário usado indevidamente ou empréstimo adquirido por familiares lideram o ranking de crimes contra pessoas da terceira idade. Na cidade de São Paulo no primeiro semestre, as queixas chegaram em torno de 180 registros policiais feitos por idosos.

Em segundo lugar nas estatísticas de crimes contra pessoas com mais de 65 anos aparecem discussões e xingamentos, seguidos de agressões físicas. Os demais estão relacionados a abandono, maus-tratos, discriminação e má qualidade no atendimento clínico, hospitalar e de planos de saúde. Mas com certeza os números podem ser bem maiores, pois há quem prefira não levar o problema à polícia.

  Indignado e não satisfeito com a situação, o Vereador SOUZA SANTOS protocolou um projeto de lei que visa a implantação e funcionamento da “República Melhor Idade”, em parceria com a Secretaria Municipal de Participação e Parceria (SMPP) da Prefeitura de São Paulo, destinada a pessoas com mais de 60 (sessenta) anos, proporcionando-lhes melhores condições de moradia e convivência.

Considera-se República a moradia coletiva, onde os idosos dividem o trabalho doméstico e se cotizam para o pagamento de luz, água, aquisição de alimentos, material de limpeza e outros sempre que necessários, recebendo apoio através da rede de serviços, para a melhoria da qualidade de vida.

Sobre Vereador Souza Santos